Nesse ano, as férias do João e da Ana foram na quinta da tia Júlia, na serra do Marão. Por, lá os ares das pessoas, eram misteriosos. Souberam através da cozinheira, a senhora Albertina, que na serra, perto de um castelo, vivia uma criatura medonha.
Um dia, quando puderam sair de casa foram até esse castelo. Perto desse encontraram um homenzinho sorridente. Era simpático, baixinho e redondo, com pouco cabelo, uma cara abolachada e uns olhos vivos e azuis.Chamava-se Orlando Silveira e era o castelão daquela ruína. Esse mostrou-lhes o castelo. Aí comeram e estiveram à conversa. Souberam que ele era cientista, pertencendo a AIVET, que andava à procura do segredo das viagens no tempo. Mais tarde, o velho mostrou-lhes a máquina do tempo que ele acabara de montar. A máquina era as paredes que estavam cobertas com um painel metálico, com botões, ecrãs, mostradores e luzes.
O cientista propôs que viajassem no tempo para o século XII, em que aquele castelo pertencia ao conde Argemiro, um cavaleiro rico, imponente, de grande barba negra. Os dois irmãos aceitaram a proposta.
Orlando falou com os colegas de trabalho, através de ecrãs, e eles aceitaram os dois irmãos como membros provisórios da AIVET. De seguida, lá viajaram duzentos anos no tempo para trás. Foram parar à adega do conde Argemiro. Nesse momento o conde e outros fidalgos iam para uma caçada. O Orlando e os seus companheiros decidiram ir assistir a essa. Depois dos fidalgos terem partido, eles foram a cavalariça e montaram um cavalo cada um.
Passado um pouco, os caçadores apanharam um javali. Mas, o João fez asneira e tiveram que fugir, pois de outra forma iam ser apanhados. Mais à frente, alcançaram uma aldeia. Aí aproveitaram para se esconder. Tiveram que rasgar as roupas para poderem passar despercebidos.
Nessa aldeia foram recebidos na casa de uns camponeses. Vivia aí um rapazinho que era deficiente, devido a ter o freio da língua muito comprido, o que impedia de ele falar. O cientista disse que tinha cura e por isso lhe ia fazer uma «operação», na altura certa.
Ficaram lá até um grupo de servos do conde Argemiro passarem por ali, para irem reparar uma capela. Aproveitaram e foram com eles, contudo antes de partirem, o cientista fez a operação ao rapaz, com um canivete, cortando o freio da língua, e assim passado algum tempo, ele já podia falar à vontade.
Chegados lá, enquanto os servos dormiam eles fugiram para uma floresta que ficava perto. Na floresta dormiram numa gruta com alguns caçadores, que tinham matado uns lobos, pois esses tinham feito estragos.
No dia seguinte, partiram para Britiande, terras de D. Egas Moniz. Nessa terra esperavam notícias da Batalha de São Mamede, que era entre o rei D. Afonso Henriques e a sua mãe, Dona Teresa. D. Lourenço (filho de D. Egas Moniz) e dois mensageiros foram os que deram a notícia que D. Afonso Henriques tinha saído vitorioso. Entretanto, chegou D. Egas Moniz com a sua comitiva que foi recebido com grande entusiasmo pela população da terra dele.
Orlando e os dois irmãos tiveram de ir embora. D .Egas Moniz, depois do Orlando ter uma conversa com ele, esse deu-lhes o que era necessário para a viagem: roupa, mantimentos e cavalos.
Nesta viagem foram acompanhados por D. Lourenço, que ia fazer-lhes companhia até parte da viagem. Seguiram em direcção a Balsemão, onde encontraram uma igreja. Vivia aí um grupo de monges, que estavam à espera que D. Afonso Henriques passasse por ali. Quando D. Afonso Henriques passou por aquele local, saudou os monges, que lhe ofereceram um pergaminho, D. Loureço e Orlando e os dois irmãos. Mais tarde, Orlando e os seus companheiros seguiram caminho em direcção ao castelo do conde Argemiro. Chegados a esse fingiram-se de camponeses e entraram no castelo. Por pouco não foram apanhados pelos guardas e pelo conde Argemiro. Contudo, conseguiram fugir e regressar ao século XX sem problema.
Nesta viagem foram acompanhados. Contudo, conseguiram fugir e regressar ao século XX sem problema.